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Vila Nova e Vila Esperança: mortes, sobrevivente e prisão por tráfico

Na primeira imagem, um muro na rua principal da Vila Esperança dá as "boas- vindas". O segundo muro fica na entrada da Fonte, próximo à Vila Nova

Por volta das 17h de hoje (23) dois jovens foram mortos a tiros de pistola na rua Artur Silva, na Vila Esperança. Willian Miranda, de 26 anos, e Douglas Melo de Souza (conhecido como Guinho), de 19, estavam dentro de um Celta e provavelmente foram seguidos pelos executores. A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), responsável pelas investigações, chegou ao local para realizar a perícia por volta das 22h.

Até na varanda do sobrado à esquerda foi parar bala. Ao que tudo indica o carro foi alvejado estando ainda em movimento e bateu em um muro. A PM cuidava do local até a perícia chegar de Belford Roxo

Os rapazes eram vizinhos e moradores do Roncador, bairro dominado por uma facção criminosa diferente da que atua na Vila Esperança. Segundo familiares, Willian, que conduzia o carro, estava chegando na casa de uma tia para negociar a venda do automóvel, quando o fato aconteceu. Imagens de câmeras de segurança instaladas em imóveis próximos podem ser elucidativas para a identificação dos autores do crime. Testemunhas relatam que os disparos foram dados por pessoas que estavam em um outro Celta, cor prata, ‘quatro portas’. Os assassinos chegaram a sair do carro e abrir a porta do Celta onde estavam as vítimas para efetuar mais rajadas antes de fugirem pela rua principal do bairro, na mesma direção de onde vieram.

Segundo parentes, Willian (à esquerda) era pescador e iria vender o carro para montar um curral de peixes. Já Douglas trabalhava entregando água mineral, e faria 20 anos no próximo dia 27, terça-feira

Também nas proximidades da Vila Esperança, moradores contam que a cerca de vinte dias, dois jovens estavam traficando em uma via perto do Cemitério Nº 2, quando foram surpreendidos por homens, provavelmente policiais militares do Serviço Especial (P2), que usavam uniformes da Secretaria de Serviços Públicos da Prefeitura de Magé e fingiam varrer a rua. Esses homens teriam efetuado os disparos que mataram os traficantes, e por conta disso a organização criminosa que comanda o local tem dificultado a realização de qualquer atividade da Prefeitura de Magé por ali, inclusive a retirada de lixo. Presente ao local dos homicídios algumas horas depois do acontecido, o secretário municipal de Ordem Pública, Almir Teixeira, negou que fato semelhante esteja se dando.

Preso por tráfico resistiu a tiros

Um dos acessos à comunidade da Fonte, pela rua da Madeira

Já na altura do bairro Vila Nova, em um logradouro conhecido como Fonte (que também dá acesso à Vila Esperança), um jovem foi baleado durante uma operação da PM na última quarta-feira (21), no turno da noite. A Assessoria de Comunicação da Polícia Civil confirma o nome do rapaz que se encontra detido por tráfico de drogas no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna: Rafael Júlio Ferreira de Moraes. Segundo a Secretaria de Saúde do Governo do Rio de Janeiro, o estado de Rafael, conhecido em Magé como ‘Tilápia’, é considerado “estável”. Ao contrário do que chegou a ser comentado na cidade, nesta ação não houve o ferimento de nenhum policial, de acordo com a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar.

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