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Suspeitos na morte de menino no BNH somem após denúncias

A cidade de Magé chorou a morte do menino Luiz Gustavo da Silva Santos, de 12 anos, encontrado no rio que corta o bairro do BNH em Santo Aleixo, próximo a casa em que ele morava na rua 8. Estudante do terceiro ano da Escola Municipal Manoel Francisco, no Gandé, ele esteve sumido da noite do dia 4 ao dia 6 de novembro. Foi visto pela última vez em um trailer que promovia um bingo, próximo a pracinha do lugar, após ter participado também de um culto evangélico ao ar-livre.

A família e a comunidade não acreditam na hipótese de o garoto ter se jogado ou de ter caído sem querer nas águas, uma vez que, segundo os relatos, “ele nem ia pro lado do rio”. O corpo de Luiz estava num quando foi achado. A suspeita de que ele sofreu violência física e foi assassinado é justamente a mais forte entre todos por ali. E as acusações recaem sobre dois homens: Júlio César da Silva Peçanha, primo da vítima; e Francisco, conhecido como Chicão, ambos vizinhos no BNH.

   Luiz Gustavo em foto divulgada quando todos o procurava

“Ele chegava em casa com dinheiro e presentes”

– Eles estavam andando muito com o garoto ultimamente. E era estranho, porque o Luiz tava sempre com dinheiro, chegava com presente e tal. O Júlio César, que todos aqui conhecem como Pigmeu, chegou a ser encurralado por nós e ele falou que sabia de tudo e que ia falar. Mas conseguiu escapar do cerco e ninguém nunca mais viu, foi embora do bairro. E o Chicão também, percebeu que a gente estava desconfiado dele e fugiu, ele e a mulher, largaram a casa e tudo pra trás – conta Jorge Luiz da Silva, primo do menino, um dos que vêm divulgando pelas redes sociais as fotos dos dois homens.

As especulações sobre abuso sexual e homicídio não podem, até agora, ser confirmadas, até porque o Atestado de Óbito apresenta “causa da morte indeterminada devido ao adiantado estado de putrefação”. Já a Polícia Civil, através de sua Assessoria de Comunicação, limita-se a informar, via email, que “os agentes procuram possíveis testemunhas e imagens de câmeras de segurança instaladas na região que possam ajudar a identificar a autoria do crime”.

Moradores tacam fogo em ônibus

     Ônibus incendiado ganhou destaque na grande mídia, mas a morte do menino ficou em segundo plano

Revoltados com o que entendem como negligência por parte da Polícia, e com a falta de interesse da mídia televisiva que não noticiou o assunto, moradores incendiaram um ônibus da empresa Reginas, que fazia a linha Andorinhas x Central. Ninguém foi ferido, mas o fogo provocou engarrafamento na estrada Adam Blumer, impedindo até mesmo que o corpo do menino seguisse para capela aonde seria velado, isso já no dia 8, uma quarta-feira. Os ônibus da Reginas só voltaram a circular no local na semana seguinte.

– Nós da família reprovamos essa forma de manifestação, mas entendemos a revolta das pessoas. Pelo que ficamos sabendo, tanto o Pigmeu quanto o Chicão foram depor na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, mas não ficaram presos. E a gente continua tendo motivos pra achar que eles estão por trás disso – conclui o parente de Luiz Gustavo, que era descrito como um menino inteligente, feliz e que dizia que queria ser policial quando crescesse.

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