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Dr. Fabrício não merece isso! Será?

Acostumado a não botar a cara em momentos difíceis, Tubarão não fez diferente quando assassinaram Geraldão na Câmara. Daquela vez designou o Procurador, Dr. Fabrício, para que se proncunciasse publicamente sobre o ocorrido

por Bruno Almeida*

Que o prefeito Rafael Tubarão não aceita ser contrariado, tem o dom de interromper uma conversa quando vê que isso está prestes a acontecer, e mais parece uma criança bicuda e mimada, isso não é novidade. Mas por causa disso perder assim a confiança e a amizade de alguém como o Dr. Fabrício Gaspar, é inadmissível, é dar provas de que o poder ou quem sabe o dinheiro, subiu mesmo à cabeça. No Palácio Anchieta não se fala em outra coisa, estão todos abismados. Exonerar a esposa, Bianca, tudo bem. Mas Fabrício??? É o que se perguntam todos que conhecem realmente a história.
Fabrício, morador de Duque de Caxias, é nada mais nada menos do que o ex Procurador da Câmara que possibilitou o processo de cassação ao prefeito Nestor Vidal. Foi graças a ele que Tubarão está onde está hoje. Sim, porque naquela Câmara, qual vereador entende de leis? De Comissão Processante? Ora, a Casa não possui nem sequer um Conselho de Ética. Se não fosse Fabrício, o advogado de Nestor tinha jantado todos eles. Fabrício foi o mentor, o crânio, ele que dizia o que cada vereador deveria fazer e dizer, em cada hora específica. Levou tudo sozinho.
Pra quem não sabe, os vereadores, e isso inclui principalmente o presidente Rafael Tubarão, queriam cassar o prefeito no mesmo dia em que o vice, Claudio da Pakera, fez as denúncias (sem provas documentais, aliás). As CEIs só foram instauradas por orientação e insistência de Fabrício, que se preocupava com que tudo saísse nos ritos da lei. Se alguma coisa por acaso fugiu de seu controle, não foi por culpa dele. E mais: se tem alguém que sabe das reuniões de bastidores entre os vereadores, é Fabrício. Não se trata de qualquer um. Foi Fabrício, por exemplo, que conduziu a quase secreta eleição indireta vencida por Rafael Tubarão e Monique Tavares na mesma Câmara de Vereadores. Talvez ele saiba explicar porque Monique foi a vice-prefeita, e não Alisson, Miguelzinho ou Leo da Vila, as pessoas preferidas do prefeito.
Mas, afinal, o que será que aconteceu? O que teria feito com que o porta-voz da morte do vereador Geraldão deixasse o governo? Ele foi secretário de Meio-Ambiente (talvez um dos mais preparados que Magé já teve, já que tem pós-graduação em Direito Ambiental e é inclusive autor de dois livros relacionados o assunto). Será que foi justamente por dizer “não” às forças opressoras dos nossos recursos naturais, que ele permitiu ter seu currículo manchado, ao ser exonerado após apenas seis meses no cargo? Teria o prefeito Tubarão conseguido queimar o filme do amigo dessa forma?
Da Secretaria de Meio-Ambiente, Fabrício foi responder interinamente sobre a pasta de Fazenda, e de lá foi nomeado chefe de Gabinete (de um Gabinete em que tem um pouco mais de dois ou talvez três milhões de pessoas nomeadas), e, por fim, em novembro, logo após aquela vaia histórica que Tubarão tomou na Flor de Magé, foi exonerado de vez do Governo. Só teve cargo alto. Mas afinal, o que houve? Teria se recusado a fazer algo que não quisesse? Procurado, ele diz que não quer falar, e que também nunca mais pisa em Magé. Quem o conhece sabe que existia de fato um respeito a Tubarão e uma dedicação e comprometimento com o governo. É mesmo o caso dos amigos próximos de Tubarão abrirem o olho e deixarem as barbas de molho.
*Bruno Almeida é jornalista e editor do site e jornal O MANGUE

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