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Feira Tendências: Moda e Gastronomia Local pra espantar de vez a crise

A primeira ‘Feira Tendências: Moda e Gastronomia’, em Magé, que aconteceu nos dias 9 e 10 de dezembro em um galpão na Estrada do Contorno, superou as expectativas. O evento reuniu marcas locais, microempreendedores ou não, e cumpriu bem a missão de torná-los mais conhecidos do público.

— A quantidade de gente que passou por aqui no primeiro dia foi três vezes superior àquilo que esperávamos, foram mais de mil pessoas. Estava marcado pra acabar as 21h e fechamos já passava das 23h. Isso reflete na oportunidade de negócios que essas marcas tiveram: vendas, contratos novos, convites para novas feiras, enfim. A ideia do projeto é que seja itinerante, vamos ter datas também em Piabetá e Guapimirim – informa o profissional de Marketing e um dos idealizadores do evento, Matheus Andrade.

Para as próximas edições, ainda segundo Matheus, espera-se, inclusive, uma participação direta da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, que será convidada a “botar um stand para facilitar a entrega de alvarás, orientar os empreendedores, enfim, criar promoções e ações que incentivem o comércio local, que dê mais um gás na nossa economia” — fala Matheus, proprietário da Agência Assunto.

Opus Electra


Ao todo foram vinte e três marcas, algumas dividindo espaços. Uma das que se destacaram por fugir um pouco da temática ‘moda-gastronomia’, é a Opus Electra. Há quase dois anos prestando serviços de instalações elétricas, a empresa tem um foco cada vez mais forte voltado ao sistema fotovoltaico, a chamada energia solar.

— A demanda maior hoje é a região oceânica de Niterói, Região dos Lagos, Zona Sul do Rio e Barra da Tijuca. A energia solar vem se popularizando. Há uns três ou quatro anos realmente era inviável pra pessoa física, endereços residenciais, e o prazo de retorno no investimento era muito maior. Mas hoje em dia, o próprio Governo, os bancos, dão incentivo ao investimento, têm linhas de crédito próprias para fontes limpas de energia, então é um serviço essencial e que está muito mais barato do que há dois ou três anos – explica um dos sócios, Raone Silva.

Quinta Essência


O empreendedorismo também fortalece laços matrimoniais. É o caso por exemplo do casal Gaviraghi, ele italiano e ela brasileira, casados há nove anos. Conheceram-se em Piabetá, e o trabalho com a Quinta Essência se desenvolve em Raiz da Serra. Ele conta como surgiram os licores de jaboticaba, morango, maracujá, limão com hortelã, limão siciliano, cajá, e laranja. Ah, e também bombons com licor:

— Na Itália é bem tradicional, todas as famílias mais humildes fazem, meu avós faziam. Eu trouxe receitas de lá. Sempre tive essa ideia, mas nunca tinha botado em prática. Existem dois tipos de licor: o de fruta mais doce, que se serve gelado; e outro feito de nozes, sem a casca estar formada, sem estar maduro. Esse é bebido quente, ajuda na digestão, na produção e na secreção da bílis. O licor nasceu na Idade Média como medicinal. Eu trouxe esse nome ‘Quinta Essência’, porque, naquela época, achava-se que o álcool era capaz de extrair a Quinta Essência da matéria, das ervas, que eram os sabores, os aromas,… misturava-se o álcool pra isso, era o ‘elixir da vida’, usado pra quando as pessoas estavam doentes, perto de morrer, eles ofereciam uma bebida como um licor, que tinham um componente alcóolico e um componente que era o açúcar. Isso dava uma amenizada na dor, as pessoas melhoravam, então o licor era usado nessas situações. Só mais pra frente as pessoas começaram a usar no dia a dia, para o prazer – fala Alessandro ao lado de Cristiane.

Casa Mineira

Há cerca de um ano morando em Magé, Alessandra Gouveia tem um delivery de pão de queijo, junto com seu esposo. Mas não um pão de queijo qualquer. É o verdadeiro, aquele que vem com o sabor de Minas Gerais. O casal lançou a ideia em novembro e até o final de janeiro já estarão atendendo em uma padaria na rua principal da Barbuda. É a Casa Mineira mageense.

— O pão de queijo tem que ser com o ingrediente de Minas. Tanto o queijo quanto o polvilho. Tem que ser o polvilho azedo, e aqui você quase não encontra, só encontra o doce. Trago tudo de Minas. O resto é segredo, uai — diverte-se a mineira de Coqueiral, que já tem Magé como sua segunda casa.

Primix Boutique

As histórias de superação são muitas. A empresária Priscila Neves, por exemplo, ficou a um ano sem trabalhar com a sua Primix Boutique. Pra ela o evento teve um gostinho especial:

— A loja já tem há 13 anos, e a 8 funciona no salão de beleza Lessage. Mas eu tive um problema de saúde muito grave no final do ano de 2016, no final de minha gestação, então eu tive que dar uma parada, mas hoje está tudo bem graças a Deus, e aqui está sendo um reencontro com as minhas clientes que sempre se mantiveram muito fieis a mim, estou muito emocionada. O diferencial da Primix continua sendo os produtos exclusivos, todos muito selecionados, coisas super-diferentes, e atendimento super-personalizado – conta ela que, juntamente com seu esposo, participou da decoração do ambiente através da Cenarium Locações de Móveis, outra empresa mageense.

Brigadelícia


A necessidade – e a coragem – de abandonar o chamado mercado convencional, com todas as “seguranças” que ele pode promover, na maioria das vezes dá super certo, quando a pessoa tem uma boa ideia e uma boa dose de determinação. Vejam a história de Jéssica Vidal e sua Brigadelícia:

— Eu trabalhei por três ou quatro anos em uma grande empresa holding de Shopping Centers no Rio de Janeiro, era gerente de projetos mas eu trabalhava muito, ficava longe da minha família, até que voltei pra Magé e tinha que achar um negócio que fosse uma coisa que eu gostasse e que me trouxesse essa qualidade de vida que eu queria. E eu sempre amei fazer doces. Na escola eu vendia trufas, docinhos, aí comecei a me aprofundar, a buscar uma forma de viabilizar esse negócio, já que eu não conseguia alugar uma loja, e já estava quase desistindo, até que vi no centro do Rio uma carrocinha que vendia brigadeiro. A dona foi super gente boa, me contou tudo sobre o negócio, e eu comecei a pensar em como poderia empreender. Eu não queria uma carrocinha. E aí foi quando começou a surgir no mercado as food bikes. Era o que eu precisava. Mandei fazer a minha, e hoje até posso empregar pessoas. Mas a bike hoje só funciona em eventos, nosso forte são as encomendas, sobretudo de bolos.

La Birita

Qual é o cervejeiro que não gosta de cerveja artesanal? Pois em Magé é possível encontrar a La Birita, exclusivamente no bar e restaurante Show de Bola. Os responsáveis são o casal João Paulo Nascimento e Amanda Rangel.

— A Produção é caseira mesmo, estamos há um ano fabricando cerveja e estudando sobre o assunto. O que nos trouxe pra esse mercado foi o conceito de qualidade da cerveja artesanal, ela é livre de substâncias químicas, um conceito novo de bebida, onde você ingere algo saudável. Que eu saiba, comercialmente em Magé, só nós. Trabalhamos com os estilos clássicos, que são a Weiss, a famosa cerveja de trigo, que é uma receita alemã; a APA – American Pale Ale, que é de estilo inglesa, nela vai lúpulos aromáticos, vai muito pro maracujá, lúpulos cítricos; e temos a Rede Ale, maltada, avermelhada, com mais sabor do malte mesmo – apresenta João Paulo.

Sacolé Imperial


Criatividade é indispensável pra se driblar qualquer crise e fazer “um negocinho” virar uma fonte muito rentável de sustento. É esse o caminho que as jovens (um dos pontos em comum a todos os empresários participantes da feira é que são todos muito jovens) sócias Luísa Oliveira e Ana Gabriela Carvalho, moradoras do Fragoso, trilham com seus sacolés gourmet. Pra se ter uma ideia, elas já procuram nas redes sociais pessoas interessadas na área de vendas pra lucrar de mil a três mil reais mensais.

— Além de criatividade tem que ter carinho pelo que você faz. Resolvemos fazer sacolés em casa pra tirar uma grana extra, porque a gente sempre gastava mais do que a gente ganhava, a gente trabalhava pros outros. E começou a dar muito certo, primeiro veio a família, os amigos, e todo muito gostando, todo mundo pedindo, e um tio meu é dono do Botequim Imperial, em Fragoso, gostou, viu que a gente tava empenhada, e resolveu investir — conta Luísa.

— A gente começou a botar os carrinhos na rua e vendeu tudo rápido. Então a partir daí a gente usa a marca Sacolé Imperial, a gente produz na própria cozinha do bar. Hoje em dia tem muita gente fazendo sacolé por aí, mas a gente nunca imaginou que isso iria tomar a proporção que tomou. Ainda vai fazer dois meses que estamos produzindo com a marca, e temos pedidos pra vários lugares, estamos chegando em Ipanema, estamos fazendo uns testes de sacolés alcóolicos também e provavelmente em janeiro teremos novidades. A gente conseguiu fazer uma base muito sólida, muito legal, então qualquer sabor que a gente acrescenta fica maravilhoso – completa Ana Gabriela.

Lorrayne Rodrigues


A mulherada parece ter saído satisfeita sobretudo com as dicas sobre moda, dadas por profissionais do tema, como Lorrayne Rodrigues. Designer formada em Milão, e consultora no Rio de Janeiro, ela fala com propriedade:

— A tendência não é mais aquela coisa imposta, as marcas hoje em dia oferecem um leque muito grande pra gente pegar o que se adapta ao nosso estilo e ir usando. Um dia a gente quer sair mais confortável, outro dia mais sexy, …mas se a pessoa quiser mesmo seguir uma tendência, pra esse verão é a estampa vichy (se lê ‘vixí’). Quadriculado, tipo toalha de mesa, o que tem mais é o preto e branco e o vermelho. Já tem sapato, bolsa, tudo.

Demais Marcas que Participaram do Encontro:

Hello, Maria . GV Beach Wear . Espaço A . Biquinho de Lacre . Metamorfose . Colarinho de Ouro . Top Festas, Som, Luz e Imagem . Menina Pimenta . Bel Biju . Coisas de Thalita . Living . Vintage . Beauty . Doce Bebê . Que Bonita

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