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FLOR DE MAGÉ É DECLARADA PATRIMÔNIO IMATERIAL CULTURAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM PROJETO ACUSADO DE PLÁGIO

O presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Magé, José Antônio Seixas, enviou, no dia 6, nota à Imprensa acusando o deputado estadual Renato Cozzolino Harb (PR) de plagiar o Projeto de Lei nº 927/2015, que declara o Grêmio Recreativo Escola de Samba Flor de Magé como Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, por ser a escola de samba mais antiga em funcionamento, desde 1900. Seixas reivindica para si a elaboração do projeto, que segundo ele foi subscrito pelo deputado estadual Comte Bittencourt (PPS) e publicado no Diário Oficial no dia 12 de agosto com o número 688/2015, enquanto o projeto de Cozzolino só foi publicado depois, no dia 30 de setembro.

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Seixas não divulgou nota à imprensa quando a Flor de Magé foi declarada Patrimônio Imaterial Cultural do Estado, em agosto. Agora escreve reivindicando para si a elaboração do projeto, que segundo ele foi copiado pelo deputado Cozzolino

Na nota de Seixas, assinada como sendo “da Academia Mageense de Letras”, ele cita que “a fraude intelectual é tão evidente, que misturando a justificativa por mim elaborada com notícias extraídas da internet, cita o meu nome como presidente do júri do 5.º Festival de Música de Magé, fato ocorrido em 2006. Lamentável ver um jovem deputado estadual que, com uma ética duvidosa, apropria-se de um projeto de lei tentando utilizá-lo politicamente às vésperas de um ano eleitoral”.

Ainda na nota, Seixas argumenta que: “Renato Cozzolino Harb, que é filho da ex-deputada Jane Cozzolino, cassada pela ALERJ em 2008, e sobrinho de Núbia Cozzolino, ex-prefeita de Magé cassada em 2010, se esquece de que quando sua ilustre família governou Magé o desfile oficial das escolas de samba foi substituído por grupos de pagode e apresentações de funk nas ruas da cidade”.

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Embora o site da Imprensa Oficial não disponibilize a edição do dia 12 de agosto, a edição foi conseguida em PDF através da internet. Na versão original, o projeto se encontra na página 2

Contactado pelo Facebook, Cozzolino se defendeu dizendo que nem sequer conhece Seixas, e que a iniciativa de seu projeto partiu do Bino, vice-presidente da Flor de Magé, e que iria procurar seu colega de Alerj, Comte Bittencourt, para tomar explicações. Comte, que também tem aspirações políticas na cidade, com a coligação que poderá lançar o presidente da Câmara, Rafael Tubarão (PPS) como candidato a prefeito (ou vice de Ricardo da Karol – PMDB), também foi procurado pela reportagem para que comentasse o caso, via Facebook, mas não houve resposta do deputado nem de sua assessoria.

Diario Oficial de 12 de agosto de 2015. Projeto de lei que declara a Flor de Mage Patrimonio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro

Clique no link acima e veja a página do Diário Oficial onde consta o projeto de Cozzolino. Plágio?

Em tempo, a relação entre Comte e Cozzolino aparentemente nunca foi das melhores. Em abril, o deputado do PPS, sendo presidente da comissão de Educação da Alerj, foi um dos que votou contra a instalação de uma unidade da UERJ em Magé, em rejeição ao projeto de Indicação nº 07/2015, de Cozzolino, que o criticou por isso nas mídias sociais. À época, Comte rebateu as críticas no Plenário, lembrando que não votaria pela instalação de um campus da UERJ nem em Magé, nem em lugar nenhum, “enquanto a questão orçamentária das universidades no estado não fosse resolvida”.

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Comte Bittencourt, de Niterói, apresentou primeiro o projeto, mas disse “não” ao campus da UERJ em Magé

Outra acusação

Essa não é a primeira vez que Seixas acusa alguém de usurpar um suposto projeto seu. No dia 8 de junho, ele, que é escritor e advogado, encaminhou email à redação de jornais locais, com o título “A Verdade Sobre a Feira Literária em Magé”, aonde sustenta que, diferente do que a Assessoria de Comunicação da Prefeitura vinha divulgando, a Feira Literária de Magé (FLIM), que aconteceu recentemente no Calçadão da Dr. Siqueira, não foi idealizada pela Fundação Educacional e Cultural.

Segundo ele, “desde novembro de 2013 está prevista a realização da FLIM no Plano Municipal de Cultura elaborado pelo Conselho Municipal de Política Cultural de Magé. A proposta da FLIM foi apresentada por mim, que represento o setorial de Literatura, Leitura e Livro no CMPC. Infelizmente, o prefeito Nestor Vidal ainda não encaminhou o Plano Municipal de Cultura para a Câmara Municipal de Magé, apesar de o documento estar na prefeitura desde novembro de 2013”.

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Seixas também reclama para si a idealização da FLIM

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