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GOSTOU DA REFORMA DA RODOVIÁRIA?

Chegou a hora de a população conhecer o que a Prefeitura de Magé vinha fazendo por trás dos tapumes das obras da rodoviária. Com o primeiro módulo já entregue, a reportagem foi saber a opinião dos usuários do transporte público. Uma pena que em Magé exista uma lei inconstitucional, que desobriga o poder municipal de divulgar em placas os valores das obras, quando feitas pela própria prefeitura, como é este o caso.

E você? Gostou da reforma da rodoviária?

IMG_0384Paulo Micena, aposentado

“Estou muito insatisfeito, porque excluiu o pessoal de Guapimirim. Nós estamos pegando ônibus lá na chuva, embaixo das árvores. Porque não foi pra lá o pessoal de Niterói, do Rio, Caxias, São Gonçalo, pontos que ficam mais perto pro lado de lá? Eles falam que isso é temporário , mas até quando? E essa melhoria carecia faz tempo”.

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Eberton Mota “Betinho do Táxi”, taxista

“Eu vou falar que eu gostei. Melhorou, pô. Tudo que for pra melhorar, mesmo eu sendo contra muitas coisas do governo, a gente também tem que aplaudir na hora que acerta. Na minha opinião, reformou, limpou, pintou, ficou legal. Poderia ser muito melhor, mas que melhorou, sem sombra de dúvida”.

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Luana Cardoso, operadora de telemarketing

“Achei que melhorou muito. Mas em termos de transporte ainda falta melhorar bastante. Uma rodoviária não pode viver só de aparência. Tem que ter transporte decente e direito. Esses ônibus quebram toda hora, é ridículo esses ônibus. Eu moro em Barão de Iriri e teve um dia que um quebrou e enfiaram um monte de gente dentro do microonibus que a gente tava, ficou entupido, ficou perigoso. Eles não poderiam ter outro ônibus reserva pra esses passageiros? Outra coisa: tem ônibus com os bancos soltos. Tem que fiscalizar direitinho”.

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Rosângela Azevedo, cabeleireira

“Falta mais os guichês das empresas. Aqui tem Iluminada, Trel, Rio Minho, Expresso, Reginas, Salutaris, e a gente não vê esse pessoal todo (o guichê da Salutaris por exemplo funciona dentro de um bar).  Outra coisa são os camelôs. É bom tê-los aqui vendendo água, alguma coisa. Mas poderia ter menos camelô e mais banco, os ambulantes ocupam muito espaço que já é pouco. Ah, e a Prefeitura tem é que botar aquele projeto em prática: de construir uma rodoviária ‘mesmo’, lá em cima do canal. A gente merece esse presente, Magé tem a mesma idade do Rio de Janeiro. Lá evoluiu. Aqui, não”.

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Braiane Quintino, professora

“Não tem nada de absolutamente lindo não, tá normal. Básico. Precisava iluminar, pintar, consertar as telhas, os azulejos que tavam caindo, o chão que tava rachado… Deu um aspecto mais limpo. A segurança é que continua baixa. É. Tem assalto direto aqui, à noite principalmente. Ainda quando a reforma estava do lado de cá, há coisa de uns dois meses, um cara entrou no ônibus que a gente tava, no Piabetá, armado, e o motorista numa atitude até errada arrancou com o carro e o assaltante caiu aqui no chão, podendo ter atirado. Ele anunciou o assalto ainda entrando no ônibus, na escada, entendeu? Eu tenho medo. Já soube de casos em que amigas também foram assaltadas. Deveria ter mais policiamento, até porque estamos a um passo do Batalhão, e aqui é caminho pra um bairro perigoso”.

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Kátia Vidal, do lar

“Essa rodoviária é pequena para nós, ela deveria ser num lugar maior, e se não me engano, isso é promessa de campanha de há muito tempo, inclusive do atual prefeito. Eu lembro quando Charles Cozzolino chegou a colocar as ferragens lá na beira do rio e aquilo estragou no tempo e essa rodoviária aqui que era pra ser provisória foi ficando. Ainda agora botaram esta ciclofaixa do outro lado, o que nos prejudica mais ainda, é tudo muito apertado. E aqui eles não nivelaram a rua e botaram um ralinho de banheiro aqui em frente ao ponto do Suruí; isso aqui continua virando uma lagoa. Quer dizer, levaram o tempo que foi preciso, o dinheiro que foi preciso, e não fizeram a coisa certa. Eles fizeram rampa pra cadeirantes, mas nessa questão aqui da rua deixou a desejar. Quando chove é impossível atravessar. A acessibilidade tem que ser total”.

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Aparecida Ramos, doméstica

“Hahahahaha…O que eu achei? Vou denunciar aqui agora uma coisa gravíssima: mesmo com essa reforma, nós continuamos tendo que ir até a rua para pegar o ônibus ou pra descer, ou seja, arriscamos nossas vidas quando outros ônibus estão aqui parados no ponto. E tu sabe de uma coisa? Eu moro na Capela, lá nunca fizeram nada pela gente. Agora o prefeito botou um asfalto sem rede de esgoto, sem nada. O que esperar de uma cidade assim, que desperdiça tanto dinheiro, meu filho? Quando alguém cismar de fazer obra de saneamento ali, vai o asfalto tudo embora. Então parece que eles brincam com a gente, né? Isso aqui não passa de uma maquiagem, dá visibilidade mas se você for ver a fundo, as coisas importantes eles não fazem.  Você veja só, uma passagem cara dessa: R$ 2,80 pra ir daqui até ali. Engraçado que eles gostam de pegar exemplo do Rio de Janeiro, mas com R$2,80 lá você anda um bom pedaço.  Agora, é claro, em vista do que tava ficou bom. Há mais de vinte anos que não se fazia nada nesse ponto que eles chamam de rodoviária”.

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Taíza Borges, 17, estudante

“Olha, a gente nunca sabe onde para o ônibus e nunca sabe qual fila é pra fazer. Tem essa placas mas agora até apagaram os nomes porque pintaram tudo de verde, e é a mesma coisa que nada. Falta organização. Achei também que fossem fazer mais coisas, mas também não tem espaço, né, é muito apertado. E aproveitando, como eu moro em Santo Aleixo, os pontos de ônibus lá são horríveis. Têm que ser reformados também. A gente é obrigado a ficar na chuva ou no sol ou na marquise, porque são pequenos, tão quebrados. Então eles veem a cidade aumentar mas não fazem um planejamento, um estudo sobre isso, não adaptam a cidade. O quê mais? Os horários são muito ruins, é comum sair dois ônibus daqui de uma vez e fica um tempão sem nenhum. E pra descer demora uma hora”.

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Fabiana Francisco, 35, do lar

“Comigo acontece de puxar a cigarra e a motorista não para pra eu descer. Já vi deixarem muito passageiro a pé também, sendo que no ônibus tinha lugar. É motorista falando no celular, conversando com passageiro. Dia de domingo é um horror pra pegar condução pra Mauá, porque a gente quer visitar parente lá no postinho e fica o dia todo por causa do ônibus. Tem caso de motorista não ter o troco certo da passagem. Se a passagem custa R$2,80, porque até aumentou recentemente, eles têm que andar é com moeda de dez e de cinco, e não de cinquenta. Sem contar que nos ônibus deveria ter cobrador, ar condicionado, o elevador pra cadeirante. Mas em relação a reforma aqui tá ficando boa, devagarzinho a gente chega lá, né?”

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Josefa da Silva, 51, estudante

“A rodoviária ficou muito bonita, parabéns, mas essas mudanças de ponto que estão fazendo em Magé: não estão boas. E outra coisa também, até mais importante: estamos muito tristes por causa dessa Trel aí, que os motoristas não querem aceitar a carteirinha de estudante da gente, aconteceu de novo agora comigo e com minha amiga, estamos vindo do Saco para estudar aqui no Estadual, e eles nos fazem passar por humilhações. Nós estamos indo buscar nossos direitos e eles que nos aguardem. Esses ônibus uma vez têm, outra vez não têm, e isso tudo tá empatando nosso estudo. Eles bloqueiam nosso passe, quando a gente passa no marcador tá bloqueado. No dia em que se recusarem a me levar eu vou à delegacia. Eles nos obrigam a viajar em pé e passando vergonha. Então, isso não se faz”.

 

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