HPV: Escolas estaduais ainda não se agendaram para receber a vacina em Magé

14/03/2014

IMG_1086Lançada no último dia 10 em todo o Brasil, a campanha de vacinação contra o vírus HPV tem como público-alvo meninas entre 11 e 13 anos. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 80% desse público, ou seja, 5,2 milhões de garotas, prevenindo-as assim contra o câncer de colo de útero, principal doença que o vírus HPV acarreta. As vacinas estão sendo dadas em postos de saúde e escolas públicas e privadas. Mas em Magé, as escolas estaduais ainda não retornaram ao ofício enviado pela Secretaria Municipal de Saúde, para agendar a aplicação.

– Foi enviado um ofício no dia 20 de janeiro a todas as escolas, e no dia 10 de fevereiro aconteceu uma reunião na quadra João XXIII. De 111 diretoras, só compareceram 23, sendo 20 de escolas municipais, e três de escolas particulares. As escolas precisam nos procurar, marcando dia e hora para levarmos nossa equipe e aplicar a vacina – explica a coordenadora do Programa de Imunização do município, Luciene Arruda.

IMG_1082Na apuração feita pela reportagem, pode-se perceber que um impasse na comunicação entre a Secretaria Estadual de Educação, a Coordenadoria Regional (que no caso de Magé fica em Petrópolis) e a direção das escolas estaduais, fez com que acontecesse o atraso. Enquanto isso, Magé já recebeu duas cotas da vacina (a primeira sendo mais de 2.500 unidades), e a programação feita atenderá o primeiro, segundo e terceiro distrito durante a primeira semana da campanha. Na segunda semana será a vez de Guia de Pacobaíba e Suruí. E na terceira e quarta semana, Vila Inhomirim. Estima-se que cerca de nove mil meninas sejam vacinadas. Febre, dor e inchaço são reações comuns à vacina, mas até agora (já foram aplicadas em 13 escolas municipais) nenhuma garota mageense apresentou esses sintomas. Recomenda-se, contudo, que as pessoas não recebam a dose em jejum.

A campanha vai até 10 de abril. Em setembro será distribuída a segunda dose, necessária para a imunização de fato.

– São três doses ao todo. A terceira é só daqui a cinco anos, quando a vacina permite rastrear possíveis manifestações do vírus. Essa vacina sendo aplicada pelo SUS é um ganho inestimável. Na rede particular custa em torno de R$ 800. Mas é importante esclarecer que a vacina não substitui as consultas no ginecologista e os exames periódicos – explica Luciene.

IMG_1084A dona de casa Cláudia Farias levou sua filha Marisol, de 12 anos, no próprio Hospital Municipal de Magé.

– Ela estuda em colégio particular, mas lá a diretora falou que não vai ter vacina. Porém, pediu que as crianças chamassem os pais para levá-las no posto. Eu vi a campanha pela TV, acho super-importante. Tenho uma amiga que teve a doença e não quero que isso ocorra com minha filha. Tô garantindo a saúde dela no futuro – fala Cláudia.

Locais de vacina

Os postos onde estão sendo aplicadas as vacinas em Magé são: Carlos Ulmann, Poço Escuro, Capela, Cachoeirinha, Partido, Figueira (Mauá), Guarani II, Ilha, Sayonara, Maurimarcia. Além do setor de vacina, no Hospital.

Foto 1: A primeira dose da vacina está sendo aplicada até 10 de abril 

Foto 2: Equipe da Coordenadoria de Programa de Imunização em Magé, recebendo a visita de três “aplicadas” jovens

Foto 3: Marisol já recebe instrução e prevenção para uma vida saudável: “a vacina não doi”

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