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MESTRE SPLINTER MINISTRA O 1º SEMINÁRIO DA AMJJ, E APRESENTA O “SAMBO”

No dia 26 de abril, amigos puderam matar a saudade do mestre Álvaro Splinter, responsável por implantar, em Magé, a arte do Jiu-Jitsu, há 18 anos. Ele ministrou no 1ª Seminário Técnico promovido pela Associação Mageense de Jiu-Jitsu (AMJJ), que aconteceu no Magé Tênis Club, e na ocasião mais uma vez foi pioneiro, ao apresentar, à cidade, o Combat Sambo (pronuncia-se “sambô”), uma luta russa que pode ser traduzida como “autodefesa sem armas”.

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Apesar de promovido pela AMJJ, o seminário esteve aberto a todos que apreciam artes marciais. Tem tudo para ser o primeiro de muitos

— A proposta é aumentar o conhecimento dos atletas. Mas aqui é só o básico, pois em quatro horas não tem como ver tudo. Inclusive esses certificados são de participação, e não de formação. Falamos também um pouco sobre o Jiu-Jitsu Tradicional e o Combat Jiu-Jitsu — explica Splinter, cujas graduações precisam ser conferidas em uma lista para não esquecer nada: o cara é Oitavo Grau de Jiu-Jitsu Tradicional, Sétimo Grau de Jiu-Jitsu Brasileiro, Décimo Dan de Kickboxer, Décimo Quinto Can de Muay Thai, Oitavo Dan de Defesa Pessoal Urbana, Quarto Grau de Judô, Quinto Dan de Taekwondo, Instrutor de Pancrase, e Mestre de Sambo.

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O mestre ensinou a como aproveitar o descuido de alguém armado para desarmá-lo, mas não recomenda que alguém tente sem ter a devida técnica

Tendo palestrado recentemente em um seminário na Argentina (pra onde retornará em outubro), ele lembra bem do tempo em que morava em Piabetá, e dava aulas no Tênis, no seu espaço “Club Splinter Jiu-Jitsu”.

— Era por volta de 1997, aqui eu botei campeonato de Jiu-Jitsu contra Luta Livre, de Kickboxer,…mas voltei para Barra do Piraí pois sou de lá, e agora estou morando no Rio mas estamos estudando a possibilidade de começar aulas de sambo aqui em Magé.

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Professor Mozar Tadeu, fundador da AMJJ: destaque nos campeonatos da Federação de Jiu-Jitsu do Estado do Rio de Janeiro, sempre trazendo medalhas para Magé
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O sambo tem origens em várias lutas, dentre as quais o Judô. Já reconhecido como esporte, ele é utilizado na defesa contra agressão armada ou desarmada

 

Quem especialmente torce para que as aulas vigorem, é o professor Mozar Tadeu, aluno (“ainda”, como faz questão de frisar) de Splinter, e fundador da AMJJ:

— Aqui na cidade passaram muitos professores, mas só o Splinter ficou. Ele é uma pessoa muito querida, deixou uma herança em Magé, Piabetá, Raiz da Serra. E tudo que eu aprendi eu devo a ele. E hoje aqui na AMJJ posso dizer que estamos participando do campeonato da Federação do Estado do Rio, no dia 18 levamos cinco atletas e voltamos com cinco medalhas: três de primeiro lugar e duas de terceiro. Ainda temos mais sete etapas esse ano, e estamos aí na luta – completa Mozar.

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Os mestres Leo e Splinter: escolas diferentes, ideais iguais

Outro que, apesar de “faixa-preta”, fez questão de acompanhar o seminário, é o mestre de Karatê Leo Carion. E diz o porquê:

— O saber não ocupa espaço. Eu não conhecia o Splinter, mas conhecia sim alguns alunos dele, e vi que valia a pena conhecê-lo. Então, acho importante você ter instruções, entender, para depois adequar ao seu sistema. A informação que eu receber vai me beneficiar na minha visão contra meu proponente e, vou saber como sair dos golpes, etc, e é assim, é uma troca de aprendizado — revela Leo.

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