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Secretária de Saúde visita Conselho e debate propostas para a Gestão

O Conselho Municipal de Saúde de Magé recebeu ontem (30), em sessão extraordinária, a secretária Stela Mary Vidal, para debater propostas da Secretaria, basicamente ao que tange à atualização do Plano Municipal (que já era pra ser revisto há um ano), a programação anual (uma vez que na gestão passada, o governo sempre mandava o plano plurianual – para quatro anos), o fluxo de relatórios a luz da Resolução 001/2007 (o Conselho não vem recebendo balancetes periódicos, como deve acontecer), tomada de contas 2016 (não foi enviada a tomada de contas pelo Executivo), e processos licitatórios de equipamentos e serviços (pela Lei das licitações, a 8.666, o Conselho tem que estar a par, previamente, de tudo que é licitado para o setor, – o que ainda não é uma realidade – sob pena de responder judicialmente sobre quaisquer desvios).

Secretária Municipal de Saúde, Stela Mary

Estando apenas há dez dias como secretária, Stela na verdade é profunda conhecedora do município e das questões que envolvem a Saúde, tendo atuado como secretária na gestão ‘Núbia Cozzolino’ e sub-secretária de Antônio Morgado, atual sub-prefeito de Santo Aleixo. Seu perfil é de pessoa prática, chega detectando problemas, cobrando agilidade, estipulando prazos, e deixa claro uma coisa:

— A última palavra é do prefeito, e o que eu posso fazer é apresentar as propostas a ele, comprovando a importância daquilo que nós aqui decidimos que tem que ser feito. Mas eu acredito que Rafael quer fazer uma diferença. Porque um prefeito que investe mais de trinta por cento em Saúde, é porque quer que algo aconteça — avalia, mostrando-se disposta a trabalhar junto com o Conselho: “eu vou ser parceira de vocês, mas quero que vocês sejam meus parceiros também”.

Por certo, o diagnóstico da secretária, é que alguns PSF têm mesmo que fechar, haja vista que não têm estrutura para atender a população local, como é o caso do posto do Partido em Suruí, ou em Maurimárcia onde a população hoje é de mais de vinte mil habitantes.

“Grandes Clínicas da Família”

A solução seria criar “grandes Clínicas de Saúde da Família”, apesar de o município ter perdido os recursos federais para sete Unidades Básicas de Saúde. Ainda nesta reestruturação, o Posto de Suruí deixaria de ser 24 horas, uma vez que detectou-se que após as 22h o atendimento ali é quase nenhum. O Centro Administrativo de Santo Aleixo está cotado para ser transformado em uma dessas “Clínicas de Saúde da Família”.

Presidente do Conselho, Marilene Formiga, secretária de Saúde, Stela Mary, e vereador Clevinho Vidal, que compõe a Comissão de Saúde da Câmara

Outra questão é sobre a Clínica Santa Beatriz, em Niterói, onde Magé tem hoje três mil pacientes na fila de espera. Ao que se sabe, o estado cortou o convênio com a clínica, referência em operações oftalmológicas, e uma das ideias é que o município rescinda o contrato e passe a trabalhar com a Clínica da Santíssima Trindade, em Piabetá, que também faz operações dessa natureza. Isso inclusive sairia mais em conta aos cofres mageenses.

— Vamos fazer uma visita lá pra conhecer, eu acho interessante passar essas cirurgias para dentro do nosso município. Podemos fazer de imediato, inclusive a parte de exames preventivos. Temos muitos idosos e muitas crianças aguardando tratamento, e nós gostaríamos de incluir essas crianças no Programa Saúde na Escola, no qual elas, estando devidamente matriculadas e com o cartão de vacinação em dia, teriam direito aos óculos – fala Stela.

Centro de Oftalmologia estava abandonado

As reuniões ordinárias no Conselho de Saúde acontecem todas as primeiras segundas-feiras do mês, no auditório do Hospital Municipal de Magé, às 14h, e é aberta ao público

E por falar em oftalmologia, Stela revela como o Centro inaugurado pela Prefeitura (atrás da Rodoviária) foi inaugurado:

— Aquele material estava todo mofado, abandonado lá em Santo Aleixo. O Governo passado só fez a inauguração e lacraram os aparelhos. Nós recuperamos e utilizamos uma casa que
eles pagavam o aluguel há um ano e estava vazia.

Projetos e Ambulâncias

Sobre o encontro recente que o prefeito Rafael Tubarão teve com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em Brasília, a boa notícia trazida é de que “quem pleitear e enviar projetos, será contemplado com dinheiro, mas será fiscalizado”, nas palavras da ‘porta-voz’, Stela. E ela já sabe quais as prioridades:

— Ver a questão do nosso centro cirúrgico, disponibilizar leitos de CTI, os maquinários todos que precisam ser comprados, passar as cirurgias eletivas todas para Magé e deixar Piabetá só para a questão da Saúde da Mulher, abrir vagas na Policlínica de Santo Aleixo,…

Em Brasília, Rafael também conversou sobre a possibilidade de liberação de duas ambulâncias para o município. O número aparentemente pequeno se deve ao fato de “no papel” o município ainda constar que tem sete ambulâncias, quando na verdade só tem uma.

— As ambulâncias foram quebrando, batendo o motor, estão todas sucateadas…e o município não deu baixa. Então temos que trazer o ministério aqui pra eles constatarem a situação, e aí nós podemos ser contemplados com mais automóveis.

Município recebe de fora, mas também envia

Desafios sempre existem, como ‘desafogar’ as emergências investindo em Atenção Básica e prevenção. Sessenta por cento dos atendimentos no Hospital Municipal de Magé (HMM), por exemplo, é para o ambulatório.

E mais: segundo Stela, apenas em dezembro, Magé atendeu a duas mil e quinhentas crianças de Duque de Caxias. Em contrapartida, um dia desses uma moradora de Magé procurou atendimento no HMM, no Posto 24 Horas de Fragoso, e no Posto 24 Horas de Suruí, e só foi ser internada em Guapimirim, segundo denúncia apresentada por um conselheiro, e que será levada para sindicância. A reestruturação da Secretaria, sobretudo com a questão de funcionários contratados, está sendo vista por Stela nos próximos dias.

Também no encontro, a presidente do Conselho e diretora do HMM, Marilene Formiga, propôs que seja feita uma apresentação entre Conselho, Secretaria e demais gestores de unidades. Segundo ela, muitos gestores não conhecem os conselheiros e é comum que os recebam mal em suas fiscalizações pelas unidades.

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